
A greve dos servidores públicos municipais de Franca, iniciada no dia 7 de abril, segue suspensa até, pelo menos, o próximo dia 15. A decisão foi tomada após uma audiência realizada nesta quinta-feira (10), que tratou exclusivamente do impasse entre a categoria e a Prefeitura. Segundo o Sindserv (Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região), todos os trabalhadores estão atuando normalmente desde a suspensão.
O presidente do sindicato, Fernando Nascimento, afirmou que a Prefeitura não apresentou nenhuma nova proposta para encerrar o movimento grevista. “Não houve acordo sobre a greve. Agora, ela será julgada, mas ainda sem prazo definido”, disse o dirigente sindical.
Além da questão da paralisação, o dissídio coletivo — que trata de reajustes salariais e outras cláusulas do acordo coletivo — será o foco de uma nova audiência de conciliação marcada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para o dia 15 de abril, às 15h, presencialmente em Campinas.
O estopim da greve foi o impasse sobre o reajuste salarial para 2025. A Prefeitura de Franca, por meio de projeto de lei apresentado pelo prefeito Alexandre Ferreira (MDB), propôs um reajuste de 4,87%, correspondente apenas à reposição da inflação entre 1º de março de 2024 e 28 de fevereiro de 2025, sem ganho real.
Outras propostas incluíram um aumento de 5% no vale-alimentação, que passaria de R$ 986 para R$ 1.036, além de um reajuste no abono escolar — de R$ 367,65 para R$ 386,04 — a partir de 2026. O projeto também manteve as seis faltas abonadas por ano. Todas essas medidas foram aprovadas por unanimidade pela Câmara Municipal em sessão realizada no último dia 25 de março.
A paralisação dos servidores teve início na última segunda-feira (7), mas foi rapidamente interrompida por decisão judicial, que exigiu o funcionamento de 100% dos serviços de urgência e pelo menos 70% das demais repartições públicas, sob pena de multa diária ao sindicato. Após a liminar, o Sindserv orientou a volta imediata de todos os servidores aos seus postos.
Agora, a expectativa gira em torno da próxima audiência no TRT, que poderá definir os rumos das negociações e, possivelmente, o fim do impasse.