

Estudos recentes mostram que essa condição pode afetar milhões de idosos, especialmente os mais velhos. A LATE é uma doença que atinge principalmente a memória. Ela ficou pouco conhecida durante muito tempo porque seus sintomas são muito parecidos com os do Alzheimer, o que dificulta o diagnóstico correto.
Pesquisas indicam que a LATE pode afetar cerca de 1 em cada 3 pessoas com mais de 85 anos e aproximadamente 1 em cada 10 pessoas acima dos 65 anos. Isso significa que muitas pessoas que acreditam ter Alzheimer podem, na verdade, ter essa outra forma de demência.
Segundo o neurologista Dr. Marco Aurélio Ubiali, do Laboratório do Sono de Franca, essa situação é mais comum do que se imaginava:
“Em cerca de 20% dos pacientes que chegam ao consultório com diagnóstico de Alzheimer, o problema pode ser, na verdade, LATE.”
Apesar das semelhanças, existem diferenças importantes entre as duas doenças. O Alzheimer costuma evoluir mais rápido e afeta, além da memória, o comportamento, o humor e a capacidade de planejamento. Já a LATE avança mais lentamente e compromete principalmente a memória.
Outra diferença está no que acontece no cérebro. No Alzheimer, há acúmulo de duas proteínas específicas, chamadas amiloide e tau. Na LATE, o problema está relacionado a uma proteína diferente, chamada TDP-43.
Dr. Ubiali alerta que, quando uma pessoa apresenta Alzheimer e LATE ao mesmo tempo, o quadro tende a ser mais grave e evoluir mais rapidamente.